Muitas vezes tomar decisões é complicado. E é super chato ouvir de quem está de fora, que tanto faz as escolhas, que vai dar quase que no mesmo. Estou super confusa, e ainda vem gente dar opinião obtusa.

Tenho menos de um mês para decidir se faço luzes, pinto o cabelo de 8.1. ou 8.23 ou 9. E isso tá tirando meu sono. Fora o corte. Não sei se tiro apenas um cm do cabelo todo, ou se faço um corte diferente, tipo pica na frente e dois dedinhos atrás (*insira sua piadinha obscena aqui*).

Momento mulherzinha fútil bateu em mim, vai passar, prometo.

Bjs, Eu

 

 

Redação

Novembro 17, 2008

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
 

Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. 
 

O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. 
 

Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. 
 

Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
 

Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. 
 

Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. 
 

Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. 
 

Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. 
 

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

Autor indefinito, rs.

Bjs, Eu

Eu e as minhoquinhas

Novembro 15, 2008

Quando se é novo, em algum momento entre um beijo na boca e outro, paramos para analisar o nosso “ser ou não ser, eis a questão”. Normalmente essa fase chata chega junto com a escolha do que queremos ser, uma vez que crescemos, e com o vestibular. Comigo não foi diferente. E como eu havia feito amizade com o professor de história, meus questionamentos, digamos assim, profundos, começaram um tanto cedo.

E analisar-se profundamente é sempre algo doloroso. Um momento de crescimento, sim, mas doloroso sempre. Mesmo que venha acompanhando de algum masoquista prazer,rs.

E então em alguns momentos da vida, você tem que se auto-avaliar, mesmo que protele o tanto que der. Mas uma hora torna-se insustentável, e você é obrigado a olhar para si, ver o que se transformou, o que agregou, e o que já não serve mais. Um backup, digamos assim, do que é bom e ficará, e um upgrade do que tem que ser atualizado, rs.

Minha preguiça me impede de fazer tal avaliação agora. Sei que tenho, mas me dói a cabeça só de imaginar quantas coisas saíram do meu eu, e eu nem quero mexer nisso agora. Então finjo que nem é comigo e sigo. Vou empurrando então com a barriga.

E me deparo então com ele, Wagner Moura. Ham? É, em revista, capa e conteúdo. Não resisti e levei-o para casa. Sim, eu também acho que ele é lindo, tesão, bonito e gostosão ótimo ator. E fazendo Hamlet então…Hum… ai, ai!!!

Bem, voltei á época das minhas reflexões juvenis, (o motivo que me lembrei do vestibular, lá em cima desse post), quando eu questionava a vida, lendo Shakespeare. E ai vem ele, nem sei mais se foi o Wagner, o Moura, ou o Hamlet, me colocar minhoquinhas na cabeça. Falando vida pessoal, de fazer parte de seus sonhos, e não apenas sonhá-los, mexer com essas fantasias profundas do seu eu, mesmo que para isso seja necessário de despedaçar com ser humano, repensar a vida.

“Se não for agora, não será depois. Se não for depois, tem que ser agora. Se não for agora, será em um momento qualquer. Estar pronto é tudo”. Hamlet

Então tá então, né?

Beijos, Eu

 

 

 

 

Vinhos e ventus…

Novembro 12, 2008

Eu não bebo para ficar bem, mas fico bem quando bebo.

Gosto de um bom vinho, que me deixa um tanto feliz. De preferência tinto. Fico leve, alegre, risonha,mais falante, mais descontraída. Um bom vinho alegra minha alma. Sempre!

Você é meu vinho tinto, argentino, nem seco, nem rascante. Na medida certa.  

Não bebo todos os dias, mas sempre que bebo fico tãaaaaaaaao bemmmm…

Um brinde á você!

Beijos Eu

 

 

Perguntas

Novembro 12, 2008

Pra quem desabafar quando o que sinto não cabe mais em mim?

O que dizer quando o que sinto não cabe em palavras?

O que fazer quando o tempo não passa?

Beijos, Eu

 

 

 

Gatchenha

Novembro 9, 2008

Eu andando na rua.

De repente, um “psiu-psiu”.

Me sinto gatchenha.

O psiu-psiu  aumenta o tom.

 Me sinto muuuuito gatchenha.

Ai me chama pelo nome.

Olho, e é meu pai.

Ôooooooooooo derrota…

Eu

 

 

 

Esboços meus

Novembro 8, 2008

“Não é que vivo em eterna mutação, com novas adaptações a meu renovado viver e nunca chego ao fim de cada um dos modos de existir. Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o Deus.”

Então, estou no começo um novo esboço. Como todos os outros, esse eu tenho uma grande intenção de finalizar a obra. Esse novo esboço quero que seja totalmente diferente dos outros. Não sei bem por onde começar nem que rumo escolher. Mas sei que você é 100% responsável por tê-lo começado. Por tê-lo desejado. É um projeto meu do meu eu, focado em você. Ou para você. Por você.

Bjs, Eu

Cabeça de homem

Novembro 7, 2008

Duas mulheres bebem cerveja e comem batatas frita enquanto os filhos brigam brincam ao redor.

Na outra mesa dois homens que tinham passado despercebidos, pois eram insignificantes bebem também.

O garçom chega com um papelzinho com o telefone de um. Daqui a pouco volta com o telefone do outro. E os telefones dos dois homens que estão na MESMA mesa são para apenas UMA das duas mulheres e eles escolheram a dedo a casada.

Aí o pittbull cara vai até a mesa, para saber se o amigo TAMBÉM havia mandado o telefone dele, uma vez que o fura-olho amigo já sabia que ele tinha essa intenção antes.

- “ Ó, esse AQUI é o MEU telefone, só pra você saber de quem é NA HORA que for ligar tá gata?”

- “Ah tá. Pópegar seu papelzinho que vamos ligar pro seu amigo”.

Depois mulher que é o bicho esquisito.

Eu hein?

 

 

Happy Together…

Outubro 31, 2008

 

Happy Together

The Turtles

Imagine me and you, I do
I think about you day and night
It’s only right
To think about the girl you love
And hold her tight
So happy together
If I should call you up
Invest a dime
And you say you belong to me
And ease my mind
Imagine how the world could be
So very fine
So happy together

{Refrain}
I can’t see me loving nobody but you
For all my life
When you’re with me
Baby the skies will be blue
For all my life
Me and you
And you and me
No matter how they tossed the dice
It had to be
The only one for me is you
And you for me
So happy together

{Refrain}

Me and you
And you and me
No matter how they tossed the dice
It had to be
The only one for me is you
And you for me
So happy together
So happy together
How is the weather
So happy together
We’re happy together
So happy together…

Trânsito astrológico

Outubro 24, 2008

23/10 (hoje) às 7h20 a 08/11 às 0h29

Cuidado com as paixões sem controle!


Marte em quadratura com Vênus natal

Os dias que vão de 23/10 (hoje) às 7h20 até 08/11 às 0h29 podem reservar alguns conflitos de relacionamento para você, EU. Não chegam a ser conflitos graves, e eu costumo inclusive dizer que os choques e atritos são essenciais para o desenvolvimento de qualquer relação. A questão envolve um choque de quereres e de prioridades, com uma tendência à desarmonia entre o que as partes envolvidas desejam. Na verdade, caberá a você levantar a primeira bandeira branca e fazer algumas concessões, com o fito de preservar a harmonia do relacionamento, mas isso não significa, em absoluto, que você precise se submeter completamente à vontade alheia! Na verdade, quando fazemos nossa parte, abrindo mão de algumas coisas, a tendência natural é que o outro também reconheça a necessidade de fazer concessões.

Uma coisa muito comum neste período é a famosa “troca de acusações”, quando um fica jogando coisas na cara do outro. E mesmo que você não esteja se envolvendo afetivamente com alguém neste momento, este trânsito pode ser vivido com as pessoas que você mais ama, ainda que sem nenhum teor sexual.

O mais comum, quando se está namorando ou mantendo relações sexuais com alguém, é um desacordo de tesões: uma pessoa está a fim, a outra está indisposta. Para quem está envolvido em algum relacionamento, meu conselho para esta fase é: existem outras coisas pra se fazer, que não necessariamente sexo. Que tal investir, neste momento, no aspecto mais amigável do relacionamento? Pra que forçar a barra? E mais: se alguém está temporariamente indisposto, isso não significa falta de amor. Às vezes uma dor de cabeça não passa de uma dor de cabeça.

Algo que também ocorre muito neste ciclo, EU, envolve uma tendência a paixões súbitas, mas em geral tolas e totalmente baseadas em atração física. Caso você venha a se apaixonar por alguém neste período, convém ter prudência. Será que é paixão mesmo, ou simplesmente o clima certo associado a uma necessidade física? Em geral, “grandes amores” iniciados neste período tendem a arrefecer tão logo o ciclo passa. Aproveite o momento, portanto, sem necessariamente fomentar falsas expectativas. E não deixe de usar camisinha! Tendemos a cometer atos luxuriosos em excesso neste ciclo Marte-Vênus, e muitas vezes não nos damos conta do que estamos fazendo, pois o desejo fala mais alto…

Outro ponto importante a se considerar: se um objeto lhe parece incrivelmente atraente na vitrine, que tal esperar este ciclo passar para comprar a coisa? Não é que você não possa comprar, mas estou certo que você fará uma compra melhor se esperar este ciclo passar. A tendência é a de você comprar algo por um preço maior do que o real, ou de comprar gato por lebre. Controle seus impulsos desejosos, que estão fortes demais neste período.